Sou uma ritualística consumidora de palavras.
O meu desejo é verbo conjugado em três modos.
Não sou verso de rima pronta
E não quero palavras de sentido opaco...
Que venha com acento agudo
Pois minha boca é seca sem teus verbos
E a minha língua só se lubrifica com seus significados.
Corrompe a gramática,
Ataque a grafia
Desfaça a semântica
E me reescreva de novo.
Porque sou sílaba tônica
Mas devoro os sentidos
Sou feita de incoerências
E transponho a coesão
Com seu texto líquido
Dispenso ponto final
Gisláide Sena
domingo, 15 de agosto de 2010
Pronome Pessoal do Caso Amor
Você é o pronome pessoal do meu caso de amor
É a comprovação de que sou limitada
Que não mando em meus sentimentos
É conteúdo de poesia
É o elo perdido da ligação que não fiz
É palavra composta sem significado
É a interrogação que me consome
A resposta que não tenho
Você instiga minha poesia
Me faz consumir palavras
Impõe verbos no imperativo
Tonifica cada sílaba
Redimensiona meu texto
Propõe uma nova interpretação
A cada vírgula
E não deixa ponto final
Você já é palavra viva em meu vocabulário
É verbo materializado em meus pensamentos
Que provoca a luxuria
A suavidade
A paixão
O gosto
A cor
A vontade
O desejo
O fogo
O tudo em meu texto profano
Você é palavra líquida em minha boca
Que se esvai em meu interior
Que metamorfosa cada significado.
E minha boca insistente
Anseia por seu gosto
Meu desejo latente
Almeja por seu toque.
Quero transformar palavras em matéria
Para tocar o teu físico e saciar o meu.
Faz meu sono é insistente te esperar para me adormecer.
Gisláide Sena
É a comprovação de que sou limitada
Que não mando em meus sentimentos
É conteúdo de poesia
É o elo perdido da ligação que não fiz
É palavra composta sem significado
É a interrogação que me consome
A resposta que não tenho
Você instiga minha poesia
Me faz consumir palavras
Impõe verbos no imperativo
Tonifica cada sílaba
Redimensiona meu texto
Propõe uma nova interpretação
A cada vírgula
E não deixa ponto final
Você já é palavra viva em meu vocabulário
É verbo materializado em meus pensamentos
Que provoca a luxuria
A suavidade
A paixão
O gosto
A cor
A vontade
O desejo
O fogo
O tudo em meu texto profano
Você é palavra líquida em minha boca
Que se esvai em meu interior
Que metamorfosa cada significado.
E minha boca insistente
Anseia por seu gosto
Meu desejo latente
Almeja por seu toque.
Quero transformar palavras em matéria
Para tocar o teu físico e saciar o meu.
Faz meu sono é insistente te esperar para me adormecer.
Gisláide Sena
Síntese de sentimento
Ei?
Meu coração é esse louco
Que bate descompassado quando ouve sua voz
Que salta do peito só de pensar em você
É um louco aprisionado
Que quer sair pela boca e encontrar com o seu
O sangue que com ele pulsa é desculpa coerente
Para enganar os tolos
Que não compreendem esse querer exagerado e sem explicação
Na verdade é você quem pulsa em minhas veias
Que transita pelos meus órgãos
Dando vida a todo meu ser
É você todo esse desejo e sensação que me invade
Me corrompe e me domina
E me perco nesse olhar faminto
Que me come pelos contos
E que me deixa absorta
Leve
Completamente desejável.
Vou desenhando sua boca em meus pensamentos
E rebuscando suas mãos
Sua pele seus contornos...
Em minha mente
Lá eu já conheço cada detalhe
Cada linha sinuosa
Que compõe sua anatomia.
Como posso viver sem toda essa fartura que tem em você?
Com você me recomponho
Me renovo
Me recomeço
Sou rima pronta
Sou verso livre
Sou texto coeso e coerente.
O desejo se funde ao seu em um corpo só
Sem limites de linhas, com um só contorno
Em movimentos sinuosos e oscilantes
Cheios de cor
Sabor
E desejo
Quero tua malícia em minha pele
E o teu desejo se adentrando dentro de mim
Quero sua inocência
Seu pudor
Seu pecado
Seu medo
Sua cobiça
E tudo que vier de você
Te quero por inteiro
Pois meu amor não sobrevive com migalhas
E ninguém, jamais, saberá entender
Tamanha determinação e tanto sentimento
Pois somos únicos: eu e você
Gisláide Sena
Meu coração é esse louco
Que bate descompassado quando ouve sua voz
Que salta do peito só de pensar em você
É um louco aprisionado
Que quer sair pela boca e encontrar com o seu
O sangue que com ele pulsa é desculpa coerente
Para enganar os tolos
Que não compreendem esse querer exagerado e sem explicação
Na verdade é você quem pulsa em minhas veias
Que transita pelos meus órgãos
Dando vida a todo meu ser
É você todo esse desejo e sensação que me invade
Me corrompe e me domina
E me perco nesse olhar faminto
Que me come pelos contos
E que me deixa absorta
Leve
Completamente desejável.
Vou desenhando sua boca em meus pensamentos
E rebuscando suas mãos
Sua pele seus contornos...
Em minha mente
Lá eu já conheço cada detalhe
Cada linha sinuosa
Que compõe sua anatomia.
Como posso viver sem toda essa fartura que tem em você?
Com você me recomponho
Me renovo
Me recomeço
Sou rima pronta
Sou verso livre
Sou texto coeso e coerente.
O desejo se funde ao seu em um corpo só
Sem limites de linhas, com um só contorno
Em movimentos sinuosos e oscilantes
Cheios de cor
Sabor
E desejo
Quero tua malícia em minha pele
E o teu desejo se adentrando dentro de mim
Quero sua inocência
Seu pudor
Seu pecado
Seu medo
Sua cobiça
E tudo que vier de você
Te quero por inteiro
Pois meu amor não sobrevive com migalhas
E ninguém, jamais, saberá entender
Tamanha determinação e tanto sentimento
Pois somos únicos: eu e você
Gisláide Sena
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Ao Misterioso
Você é pergunta sem resposta
É poesia inacabada
Cores que se fundem em minha frente
Em anatomia e luz
O seu mistério me confunde
Me refaz
Me solidifica em só
Transmuta minha essência
Percorre minhas verdades
E me recria
De onde vens anjo metálico?
Para onde levas meu sono?
Minha inquietação?
Minha virtude?
Raptor de minhas carícias e de minhas certezas.
Encontraste um novo eu a cada dia
Quando se miscigenou em meus pensamentos
Sabes usar os verbos e os adjetivos que me seduzem
Um ser feito de palavras que rouba minha sanidade
Me re-des-encontro em ti.
Você, matéria de poesia.
É poesia inacabada
Cores que se fundem em minha frente
Em anatomia e luz
O seu mistério me confunde
Me refaz
Me solidifica em só
Transmuta minha essência
Percorre minhas verdades
E me recria
De onde vens anjo metálico?
Para onde levas meu sono?
Minha inquietação?
Minha virtude?
Raptor de minhas carícias e de minhas certezas.
Encontraste um novo eu a cada dia
Quando se miscigenou em meus pensamentos
Sabes usar os verbos e os adjetivos que me seduzem
Um ser feito de palavras que rouba minha sanidade
Me re-des-encontro em ti.
Você, matéria de poesia.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
VÍCIO
Não use meu vício para acariciar teu desejo
Pois não espero flores como declaração
Não busque meu cheiro para alimentar tua saliva
Pois o meu gosto é feito de nuvem e não tem um querer
Não aplique em mim sua incoerência
Pois não sou fonte segura para alimentar o medo
Eu não tenho poeta
Eu sou poesia inacabada
Me releio em teu livro
Que outrora se mostrou aberto
Mas se fundiu em teu ego
O meu vício tem gênero masculino imperativo
E se desfaz em poesia da meia noite
Com o desnome você
Que des-entende o que sou
E compreende que és
Já o meu cheiro se espalha nas páginas da imaginação
Vai buscar outra história
Outro poeta e outra virtude
Só não encontra outro querer
Pois ainda é vício em você
Gisláide Sena
Pois não espero flores como declaração
Não busque meu cheiro para alimentar tua saliva
Pois o meu gosto é feito de nuvem e não tem um querer
Não aplique em mim sua incoerência
Pois não sou fonte segura para alimentar o medo
Eu não tenho poeta
Eu sou poesia inacabada
Me releio em teu livro
Que outrora se mostrou aberto
Mas se fundiu em teu ego
O meu vício tem gênero masculino imperativo
E se desfaz em poesia da meia noite
Com o desnome você
Que des-entende o que sou
E compreende que és
Já o meu cheiro se espalha nas páginas da imaginação
Vai buscar outra história
Outro poeta e outra virtude
Só não encontra outro querer
Pois ainda é vício em você
Gisláide Sena
NOTÓRIO QUERER
Como você consegue me deixar assim no ponto?
Querendo seu verbo...
Seu texto...
Sua exclamação!
Não vê que te quero além de luz e cor?
Ah! Que querer complicado
Que querer tão guloso
Que já vai saindo de mim como se fosse seu dono
Uma noite,
Um dia,
Uma semana,
Um mês,
Um ano uma vida...
Como se faz o seu querer?
Pois o meu querer por você
É de um gosto refinado
Entra por meus póros e me enche de cor
O meu colorido se junta ao seu
Transmuto-me
Transponho-me
Até provar teu gosto
Em um querer doce,
Metálico,
Luminoso,
Transparente...
O meu querer é tinta fresca misturada com poesia
Se não é demasiado esse meu gosto salobro de te querer
Buscarei o seu nexo
Mas antes despeça suas vestes
Como despetala a flor
E me mostra como se faz seu querer.
Gisláide Sena
Querendo seu verbo...
Seu texto...
Sua exclamação!
Não vê que te quero além de luz e cor?
Ah! Que querer complicado
Que querer tão guloso
Que já vai saindo de mim como se fosse seu dono
Uma noite,
Um dia,
Uma semana,
Um mês,
Um ano uma vida...
Como se faz o seu querer?
Pois o meu querer por você
É de um gosto refinado
Entra por meus póros e me enche de cor
O meu colorido se junta ao seu
Transmuto-me
Transponho-me
Até provar teu gosto
Em um querer doce,
Metálico,
Luminoso,
Transparente...
O meu querer é tinta fresca misturada com poesia
Se não é demasiado esse meu gosto salobro de te querer
Buscarei o seu nexo
Mas antes despeça suas vestes
Como despetala a flor
E me mostra como se faz seu querer.
Gisláide Sena
A DAMA CONHECIDA
A solidão está dormindo em minha cama
Abraçada comigo e envolta em pensamentos
Estou com ela todas as noites
Ela tem um abraço gelado
Um beijo frio
Um cheiro seco, sem cor, sem musgo, sem visgo
Quisera eu me libertar desses apegos
Enredados pela solidão
Me desprender das armadilhas dessa insana pegajosa
Mas ela exerce em mim uma forte atração
Imposta por ele
Que não se solta
Mas se prega em mim
Gruda cada vez mais
Me fazendo cinderela depois da meia noite
Para satisfazer com as migalhas de uma tela luminosa
Que não responde aos meus intentos
Gisláide Sena
Abraçada comigo e envolta em pensamentos
Estou com ela todas as noites
Ela tem um abraço gelado
Um beijo frio
Um cheiro seco, sem cor, sem musgo, sem visgo
Quisera eu me libertar desses apegos
Enredados pela solidão
Me desprender das armadilhas dessa insana pegajosa
Mas ela exerce em mim uma forte atração
Imposta por ele
Que não se solta
Mas se prega em mim
Gruda cada vez mais
Me fazendo cinderela depois da meia noite
Para satisfazer com as migalhas de uma tela luminosa
Que não responde aos meus intentos
Gisláide Sena
terça-feira, 16 de março de 2010
SORRISO
Fizeste nascer o sol em teus lábios
Quando com som inanimado
Tocou minha fortaleza
Tudo em sua volta faz-se música
Mesmo que não haja som
E meus olhos dançam essa melodia lúdica
Que transpõe do o seu retrato.
Há todos os olhos que contemplam
A composição harmônica criada em teus lábios...
És arma oculta e fatal
Silenciosa, avassaladora e certeira
Aos corações sem armaduras
E penetra em minha fortaleza
Deixando-me vulnerável.
Em ti tudo é canção
Os lábios são meros expositores de notas angelicais
Que afinam o seu ser e destoa minha armadura
Despindo minha fortaleza
Fazendo-me vassala espontaneamente.
Curvas sinuosas se desenham em tua face
Notas suaves e harmoniosas exalam em teus lábios
Tu és o artista que desenha o som em teu rosto
Nota por nota em minha fortaleza...
Assim se faz seu sorriso.
Gisláide Sena
Quando com som inanimado
Tocou minha fortaleza
Tudo em sua volta faz-se música
Mesmo que não haja som
E meus olhos dançam essa melodia lúdica
Que transpõe do o seu retrato.
Há todos os olhos que contemplam
A composição harmônica criada em teus lábios...
És arma oculta e fatal
Silenciosa, avassaladora e certeira
Aos corações sem armaduras
E penetra em minha fortaleza
Deixando-me vulnerável.
Em ti tudo é canção
Os lábios são meros expositores de notas angelicais
Que afinam o seu ser e destoa minha armadura
Despindo minha fortaleza
Fazendo-me vassala espontaneamente.
Curvas sinuosas se desenham em tua face
Notas suaves e harmoniosas exalam em teus lábios
Tu és o artista que desenha o som em teu rosto
Nota por nota em minha fortaleza...
Assim se faz seu sorriso.
Gisláide Sena
IN FELIZ MENTE
Infelizmente
O infeliz mente
Para não ser
Somente infeliz
Só, mente infeliz?
Mente infeliz só
Infeliz mente só
Infeliz ,só mente?
O ser infeliz
Mente
Infeliz
Só
A mente infeliz só
Feliz
mente
Felizmente.
Gisláide Sena
O infeliz mente
Para não ser
Somente infeliz
Só, mente infeliz?
Mente infeliz só
Infeliz mente só
Infeliz ,só mente?
O ser infeliz
Mente
Infeliz
Só
A mente infeliz só
Feliz
mente
Felizmente.
Gisláide Sena
NOBRE DESCONHECIDO
Ao desconhecido me precipitei
Na armadilha de sua teia inconsciente
Trama fugaz envolvente
Absinto feito de verbos
Letal, porém sedutor...
Letra por letra em essência.
Hospedeiro de minha inquietude
Alimenta a curiosidade em meu ser
Desconhecido em matéria
Pulsante em meus pensamentos
É mais palavras o que anseio
Tocas-me em verbos sentidos
Dá-me a insanidade conhecida
Por verbo infinitivo amar
Lança-te nos braços da duvida
Que Pandora te acolhe em teu seio
Esse desconhecido abissal.
Gisláide Sena
Na armadilha de sua teia inconsciente
Trama fugaz envolvente
Absinto feito de verbos
Letal, porém sedutor...
Letra por letra em essência.
Hospedeiro de minha inquietude
Alimenta a curiosidade em meu ser
Desconhecido em matéria
Pulsante em meus pensamentos
É mais palavras o que anseio
Tocas-me em verbos sentidos
Dá-me a insanidade conhecida
Por verbo infinitivo amar
Lança-te nos braços da duvida
Que Pandora te acolhe em teu seio
Esse desconhecido abissal.
Gisláide Sena
IMPROVISO
Eu não quero a paz de um amor pacato
E nem a sanidade de um amor tranqüilo.
Eu quero é perder o juízo
Para fazer poesia que profane a rima
Que come as palavras degustando o sentido
Eu não quero a certeza de uma vida segura
E nem a comodidade de um trabalho fixo
Eu quero o despenhadeiro onde posso voar
Ver que o mundo é pequeno quando se permite sonhar
Eu não quero ser um reflexo no espelho
E nem um exemplo a ser seguido
Quero ter a liberdade como ousadia
E viver no limite da insanidade
Porque exemplo é para quem não tem atitude
Espelho é para ser quebrado sem mostrar o real
Comodidade é para alimentar a preguiça
Segurança é para quem tem medo
E amor... Para que serve o amor?
Para o improviso da vida?!
Gisláide Sena
E nem a sanidade de um amor tranqüilo.
Eu quero é perder o juízo
Para fazer poesia que profane a rima
Que come as palavras degustando o sentido
Eu não quero a certeza de uma vida segura
E nem a comodidade de um trabalho fixo
Eu quero o despenhadeiro onde posso voar
Ver que o mundo é pequeno quando se permite sonhar
Eu não quero ser um reflexo no espelho
E nem um exemplo a ser seguido
Quero ter a liberdade como ousadia
E viver no limite da insanidade
Porque exemplo é para quem não tem atitude
Espelho é para ser quebrado sem mostrar o real
Comodidade é para alimentar a preguiça
Segurança é para quem tem medo
E amor... Para que serve o amor?
Para o improviso da vida?!
Gisláide Sena
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