quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ao Misterioso

Você é pergunta sem resposta
É poesia inacabada
Cores que se fundem em minha frente
Em anatomia e luz

O seu mistério me confunde
Me refaz
Me solidifica em só
Transmuta minha essência
Percorre minhas verdades
E me recria

De onde vens anjo metálico?
Para onde levas meu sono?
Minha inquietação?
Minha virtude?
Raptor de minhas carícias e de minhas certezas.
Encontraste um novo eu a cada dia
Quando se miscigenou em meus pensamentos

Sabes usar os verbos e os adjetivos que me seduzem
Um ser feito de palavras que rouba minha sanidade
Me re-des-encontro em ti.
Você, matéria de poesia.

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