Fizeste nascer o sol em teus lábios
Quando com som inanimado
Tocou minha fortaleza
Tudo em sua volta faz-se música
Mesmo que não haja som
E meus olhos dançam essa melodia lúdica
Que transpõe do o seu retrato.
Há todos os olhos que contemplam
A composição harmônica criada em teus lábios...
És arma oculta e fatal
Silenciosa, avassaladora e certeira
Aos corações sem armaduras
E penetra em minha fortaleza
Deixando-me vulnerável.
Em ti tudo é canção
Os lábios são meros expositores de notas angelicais
Que afinam o seu ser e destoa minha armadura
Despindo minha fortaleza
Fazendo-me vassala espontaneamente.
Curvas sinuosas se desenham em tua face
Notas suaves e harmoniosas exalam em teus lábios
Tu és o artista que desenha o som em teu rosto
Nota por nota em minha fortaleza...
Assim se faz seu sorriso.
Gisláide Sena
terça-feira, 16 de março de 2010
IN FELIZ MENTE
Infelizmente
O infeliz mente
Para não ser
Somente infeliz
Só, mente infeliz?
Mente infeliz só
Infeliz mente só
Infeliz ,só mente?
O ser infeliz
Mente
Infeliz
Só
A mente infeliz só
Feliz
mente
Felizmente.
Gisláide Sena
O infeliz mente
Para não ser
Somente infeliz
Só, mente infeliz?
Mente infeliz só
Infeliz mente só
Infeliz ,só mente?
O ser infeliz
Mente
Infeliz
Só
A mente infeliz só
Feliz
mente
Felizmente.
Gisláide Sena
NOBRE DESCONHECIDO
Ao desconhecido me precipitei
Na armadilha de sua teia inconsciente
Trama fugaz envolvente
Absinto feito de verbos
Letal, porém sedutor...
Letra por letra em essência.
Hospedeiro de minha inquietude
Alimenta a curiosidade em meu ser
Desconhecido em matéria
Pulsante em meus pensamentos
É mais palavras o que anseio
Tocas-me em verbos sentidos
Dá-me a insanidade conhecida
Por verbo infinitivo amar
Lança-te nos braços da duvida
Que Pandora te acolhe em teu seio
Esse desconhecido abissal.
Gisláide Sena
Na armadilha de sua teia inconsciente
Trama fugaz envolvente
Absinto feito de verbos
Letal, porém sedutor...
Letra por letra em essência.
Hospedeiro de minha inquietude
Alimenta a curiosidade em meu ser
Desconhecido em matéria
Pulsante em meus pensamentos
É mais palavras o que anseio
Tocas-me em verbos sentidos
Dá-me a insanidade conhecida
Por verbo infinitivo amar
Lança-te nos braços da duvida
Que Pandora te acolhe em teu seio
Esse desconhecido abissal.
Gisláide Sena
IMPROVISO
Eu não quero a paz de um amor pacato
E nem a sanidade de um amor tranqüilo.
Eu quero é perder o juízo
Para fazer poesia que profane a rima
Que come as palavras degustando o sentido
Eu não quero a certeza de uma vida segura
E nem a comodidade de um trabalho fixo
Eu quero o despenhadeiro onde posso voar
Ver que o mundo é pequeno quando se permite sonhar
Eu não quero ser um reflexo no espelho
E nem um exemplo a ser seguido
Quero ter a liberdade como ousadia
E viver no limite da insanidade
Porque exemplo é para quem não tem atitude
Espelho é para ser quebrado sem mostrar o real
Comodidade é para alimentar a preguiça
Segurança é para quem tem medo
E amor... Para que serve o amor?
Para o improviso da vida?!
Gisláide Sena
E nem a sanidade de um amor tranqüilo.
Eu quero é perder o juízo
Para fazer poesia que profane a rima
Que come as palavras degustando o sentido
Eu não quero a certeza de uma vida segura
E nem a comodidade de um trabalho fixo
Eu quero o despenhadeiro onde posso voar
Ver que o mundo é pequeno quando se permite sonhar
Eu não quero ser um reflexo no espelho
E nem um exemplo a ser seguido
Quero ter a liberdade como ousadia
E viver no limite da insanidade
Porque exemplo é para quem não tem atitude
Espelho é para ser quebrado sem mostrar o real
Comodidade é para alimentar a preguiça
Segurança é para quem tem medo
E amor... Para que serve o amor?
Para o improviso da vida?!
Gisláide Sena
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