terça-feira, 16 de março de 2010

NOBRE DESCONHECIDO

Ao desconhecido me precipitei
Na armadilha de sua teia inconsciente
Trama fugaz envolvente
Absinto feito de verbos
Letal, porém sedutor...
Letra por letra em essência.

Hospedeiro de minha inquietude
Alimenta a curiosidade em meu ser
Desconhecido em matéria
Pulsante em meus pensamentos

É mais palavras o que anseio
Tocas-me em verbos sentidos
Dá-me a insanidade conhecida
Por verbo infinitivo amar
Lança-te nos braços da duvida
Que Pandora te acolhe em teu seio
Esse desconhecido abissal.
Gisláide Sena

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