Casta solidão se abriga em meu peito
Musa acolhedora de sonhos desfeitos
Repousa sua embriagues em minhas verdades
E no deliro de minh’alma se revela
Vem, ó fiel companheira!
Traz com seu nada o consolo negado
Embrenha em meu ser e divaga em meu ego
Mostra-me... mendigo, prostrado
Deixa tua incoerência primária
Vagante colheita noturna
Murmúrios, suspiros, desejos
Eis o que encontro em meus descaminhos
Meiga, intrusa, hospedeira
Dama da noite, fiel
Desfila teu show em meu leito
Ao cerrar as cortinas do dia.
Deixe, oh insana! O seu canto triste
Ecos, latejos, sem som
Compõe sua orquestra em meu ser
Que a noite é platéia exigente.
Gisláide Sena
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Estranho...
Há um estranho em meu peito
Pulsa involuntário aos meus desejos
Redesconheço seus atos
Mas não desaprovo seus feitos
Corre em trilhas vendadas
Brinca com meus desapegos
Surge e emerge no nada
Some instantâneos os meus medos
Outro Estranho me encanta
Sua hipnose é fatal
Oh! Freud. Recalque da infância?
Oh! Estranho pulsante abissal!
Eis que evolve meu ego:
Transforma em sentido as palavras
Dá-me o gosto do som
Embriaga de sonhos meu ser
E absorve os desejos profundos...
Quanto ao Estranho me estranha?!
O que se revela, contudo?
O Estranho que habita meu peito
Tornou-se estranho
Depois que outro Estranho
Coabitou o meu mundo.
Gisláide Sena
Pulsa involuntário aos meus desejos
Redesconheço seus atos
Mas não desaprovo seus feitos
Corre em trilhas vendadas
Brinca com meus desapegos
Surge e emerge no nada
Some instantâneos os meus medos
Outro Estranho me encanta
Sua hipnose é fatal
Oh! Freud. Recalque da infância?
Oh! Estranho pulsante abissal!
Eis que evolve meu ego:
Transforma em sentido as palavras
Dá-me o gosto do som
Embriaga de sonhos meu ser
E absorve os desejos profundos...
Quanto ao Estranho me estranha?!
O que se revela, contudo?
O Estranho que habita meu peito
Tornou-se estranho
Depois que outro Estranho
Coabitou o meu mundo.
Gisláide Sena
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