Minha poesia se destoa quando encontra seus sentidos
Sou apenas um plano a salvo do que quer os seus desejos
Mais um ano se desfez em meu pretérito
E outro se compõe em minha frente
De incertezas faço rumo em minha vida
Pois em você eu só encontro solidão
Sou fugitiva arredia das promessas
Compreendi que somos rios separados pelo chão
Meu leito e frio e sua água é correnteza
Chegar ao mar é o destino, mas o caminho é ilusão
Leve tuas águas pra irrigar teus pensamentos
Guarde contigo nosso leito percorrido
Lembranças vagas que sem esvaem com o tempo
Em outros leitos encontrará mais que abrigo
Sou rio pequeno e minhas águas são paradas
Meu leito é lento e almeja se acalmar
O meu desejo é tornar-me uma represa
E o seu desejo é um dia virar mar
Não quero ser um leito seco em seu caminho
Nem a pedreira que te impede de passar
Já fiz meu tanto quando te encontrei sozinho
És rio corrente que anseia navegar
Somos dois rios encontrados por destino
E separados ao unir nossas correntes
Segue seu leito, novos rios vão surgindo
Pois compreendi que:
Águas de rio não retornam a nascem
Gisláide Sena
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