Ao dono desse mundo estranho
Que habita esse peito fértil
Em palavras me componho
Para divagar meus sentimentos.
Príncipe diáfano no breu da sacada
Anjo esvoaçante com asas de metal
Dá-me a dimensão do teu sorriso
Para que mesmo triste eu possa contemplar.
Abandona esse coração moribundo
E veste seu corpo de sol
Pois aqui sou feita de lua
E meus olhos são estrelas cadentes.
Dono de minhas ausências
Das minhas horas insanas e das noites vagas
É para ti que se esvai o meu sono
E evapora meus pensamentos.
Deixa-me tocar teu olhar com a ponta dos sonhos
Para guardá-lo inteiro em minha alegria.
Mesmo que tua face core
E que teus lábios fiquem coloridos,
Mesmo que seu olhar pulsante paralise meus sentidos
Estarei entrando em tua fortaleza
E farei nascer seu sol.
Gisláide Sena
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