terça-feira, 17 de novembro de 2009

Solidão

Casta solidão se abriga em meu peito
Musa acolhedora de sonhos desfeitos
Repousa sua embriagues em minhas verdades
E no deliro de minh’alma se revela

Vem, ó fiel companheira!
Traz com seu nada o consolo negado
Embrenha em meu ser e divaga em meu ego
Mostra-me... mendigo, prostrado
Deixa tua incoerência primária
Vagante colheita noturna
Murmúrios, suspiros, desejos
Eis o que encontro em meus descaminhos

Meiga, intrusa, hospedeira
Dama da noite, fiel
Desfila teu show em meu leito
Ao cerrar as cortinas do dia.
Deixe, oh insana! O seu canto triste
Ecos, latejos, sem som
Compõe sua orquestra em meu ser
Que a noite é platéia exigente.
Gisláide Sena

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