terça-feira, 17 de novembro de 2009

Estranho...

Há um estranho em meu peito
Pulsa involuntário aos meus desejos
Redesconheço seus atos
Mas não desaprovo seus feitos
Corre em trilhas vendadas
Brinca com meus desapegos
Surge e emerge no nada
Some instantâneos os meus medos

Outro Estranho me encanta
Sua hipnose é fatal
Oh! Freud. Recalque da infância?
Oh! Estranho pulsante abissal!

Eis que evolve meu ego:
Transforma em sentido as palavras
Dá-me o gosto do som
Embriaga de sonhos meu ser
E absorve os desejos profundos...


Quanto ao Estranho me estranha?!
O que se revela, contudo?
O Estranho que habita meu peito
Tornou-se estranho
Depois que outro Estranho
Coabitou o meu mundo.
Gisláide Sena

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