Há um estranho em meu peito
Pulsa involuntário aos meus desejos
Redesconheço seus atos
Mas não desaprovo seus feitos
Corre em trilhas vendadas
Brinca com meus desapegos
Surge e emerge no nada
Some instantâneos os meus medos
Outro Estranho me encanta
Sua hipnose é fatal
Oh! Freud. Recalque da infância?
Oh! Estranho pulsante abissal!
Eis que evolve meu ego:
Transforma em sentido as palavras
Dá-me o gosto do som
Embriaga de sonhos meu ser
E absorve os desejos profundos...
Quanto ao Estranho me estranha?!
O que se revela, contudo?
O Estranho que habita meu peito
Tornou-se estranho
Depois que outro Estranho
Coabitou o meu mundo.
Gisláide Sena
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