Taça do destino
Declamado
Sou caboclo decidido, nunca temi o perigo
Enfrento o que der e vier
Fiz o meu peito de aço, domo as feras no braço
Em qualquer situação
Já rodei esse mundo afora, deixei marcas da minha espora
E arranquei poeira do chão
Por todo lugar que eu andei uma pequena eu deixei
Suspirando de paixão
Mas pra tudo a vida dá jeito, eu que batia forte no peito
Jurava nunca amar
Levei um golpe certeiro, cabocla de olhar mateiro
Suave como sereno
Voz doce, corpo moreno, fez meu coração disparar
Foi no olhar dessa cabocla, que meu coração se aprisionou
Dedilhei minha viola, com cantigas de amor
Fiz poesia para lua, virei moço comportado
Mas tudo parecia pouco pra ter ela do meu lado
Essa ingrata me maltrata, não enxerga meu amor
Por isso é que hoje eu decidi
Vou entortar o caneco se ela não me quiser
Vou beber até cair,
Mas esqueço essa mulher
Cantado
É nos braços da viola que hoje eu vou cantar a dor
Não tem nota que consola pra falar do um mal de amor
Coração é sofrimento se embriaga de saudade
Traz de volta ao pensamento,
Que me deu por um momento
Essa tal felicidade
Vire a taça do destino que hoje eu tô pra derramar
Sou criança sou menino, tô sem medo de chorar
O brilho dos olhos dela foi pra mim uma prisão
Por vontade acorrentado
Prisioneiro devotado
Hoje está meu coração
refrão
A malvada me maltrata, não enxerga meu amor
Vou beber mais uma taça que o destino preparou
Quero entortar o caneco se ela não me quiser
Hoje só saio do boteco, se esquecer essa mulher
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