quarta-feira, 15 de julho de 2009

Uma Composição Minha

Taça do destino

Declamado



Sou caboclo decidido, nunca temi o perigo

Enfrento o que der e vier

Fiz o meu peito de aço, domo as feras no braço

Em qualquer situação

Já rodei esse mundo afora, deixei marcas da minha espora

E arranquei poeira do chão

Por todo lugar que eu andei uma pequena eu deixei

Suspirando de paixão



Mas pra tudo a vida dá jeito, eu que batia forte no peito

Jurava nunca amar

Levei um golpe certeiro, cabocla de olhar mateiro

Suave como sereno

Voz doce, corpo moreno, fez meu coração disparar



Foi no olhar dessa cabocla, que meu coração se aprisionou

Dedilhei minha viola, com cantigas de amor

Fiz poesia para lua, virei moço comportado

Mas tudo parecia pouco pra ter ela do meu lado



Essa ingrata me maltrata, não enxerga meu amor

Por isso é que hoje eu decidi

Vou entortar o caneco se ela não me quiser

Vou beber até cair,

Mas esqueço essa mulher



Cantado



É nos braços da viola que hoje eu vou cantar a dor

Não tem nota que consola pra falar do um mal de amor

Coração é sofrimento se embriaga de saudade

Traz de volta ao pensamento,

Que me deu por um momento

Essa tal felicidade



Vire a taça do destino que hoje eu tô pra derramar

Sou criança sou menino, tô sem medo de chorar

O brilho dos olhos dela foi pra mim uma prisão

Por vontade acorrentado

Prisioneiro devotado

Hoje está meu coração



refrão

A malvada me maltrata, não enxerga meu amor

Vou beber mais uma taça que o destino preparou

Quero entortar o caneco se ela não me quiser

Hoje só saio do boteco, se esquecer essa mulher

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